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Mostrando postagens de novembro 16, 2020
Meu Amado Ideu (Parte 2) Eu não estava nem perto de nascer no dia que finalmente acordaram ele do coma induzido. Mas sinto como se tivesse memória clara daquele momento. Absorvi das histórias que vó Marcela contava, ou do meu pai, ou dos meus tios, mas do meu avô, eu nunca ouvi uma palavra sequer sobre esse momento. Pararam a medicação um dia antes, para que ele pudesse acordar naturalmente. No quarto, estava minha família toda, vó e tios, com exceção do tio Arthur. Quando ele abriu os olhos, ainda com o respirador e cercado pelo invólucro de plástico, quase como uma bolha que dividia o local com os demais, ele passou a vista por toda a extensão do que podia enxergar. Reconheceu um por um, e eles foram lhes sorrindo com o olhar, era o que dava pra ver com tanto equipamento preventivo. Com alguma dificuldade, ele sentou na cama, até tentou tirar a máscara do respirador, mas foi impedido pela enfermeira. Depois de se acomodar, a primeira coisa que perguntou foi “E cadê o Arthur?”, que fo...